A Segurança do Salvo
O crente salvo e conservado salvo pela Graça há de cantar com regozijo o hino de Fanny Crosby: “E eu O verei face a face e contarei a estória salvo pela graça.” Porém, os que acreditam que somos salvos pela Graça e conservados salvos pelas Obras, provavelmente se verão forçados a cantar assim o hino acima mencionado: “E eu O verei face a face, e contarei a estória salvo pela Graça e também por meu sacrifico.”
Se um pecador não é salvo pelas Obras, como poderá um santo ser mantido salvo pelas Obras? A voz do Calvário é: “Está consumado”! Os pecadores não são salvos pelas Obras da Lei. Os santos também não são preservados pelas Obras da Lei. O pecador entra no Caminho pela Graça e é mantido nele também pela Graça.
Muitos crentes pensam que a salvação apenas suspende o pecador e o deixa pendurado sobre a enorme cratera do inferno. Porém, quem o mantém suspenso são as Obras e não “o poder de Deus” (I Pd 1:5). Ora, nossas Obras são mais fracas do que um cordão que é facilmente rompido. E se o cordão rompe, isto é, se pecamos, caímos dentro do inferno? Oh não, Graças a Deus! Nós os que cremos, somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo” (I Pd 1:5)!
O crente fundamenta a certeza de sua salvação na obra de Cristo no Calvário, no testemunho da Palavra de Deus exteriormente e no testemunho do Espírito Santo interiormente (Jo 5:24; Rm 8:16). O que não podemos esquecer é que a “carne” continua a existir dentro do crente. Ela não é “erradicada” quando ele nasce de novo. Todo cristão verdadeiro experimenta esta luta entre “a carne e o Espírito” (Gl 5:17). Se o crente dá lugar à carne para operar, o Espírito é entristecido e pode até ser apagado (Ef 4:30; I Ts 5:19). Se ele permite que o Espírito opere, o resultado é amor, gozo e paz (Gl 5:22).
Extraído da Revista Palavra Profética, 1987