A Queda do Homem
O Homem Inocente
e o Teste
A Bíblia nos ensina que Deus criou Adão e Eva inocentes,
isto é sem pecado. Foram criados à imagem e semelhança
de Deus (Gn 1:26-27), e portanto com direito de escolher, por isso teriam
que ser provados. Então Deus lhes disse: “De toda a árvore
do jardim podereis comer livremente; mas da Árvore do Conhecimento
do Bem e do Mal, dessa não comerás; porque no dia em que
dela comeres certamente morrerás”. (Gn 2:16-17). Observe
como o Senhor plantou essas árvores no jardim: “... e fez brotar
da terra toda a qualidade de árvores... bem como a Árvore
da Vida no meio do jardim e a Árvore do Conhecimento do Bem e do
Mal”. (Gn 2:8-9). A Árvore da Vida e a do Conhecimento do
Bem e do Mal foram plantadas no meio do jardim. Elas ficavam bem à
vista deles. Deus queria que eles comessem da Árvore da Vida, para
que a vida de Deus entrasse no espírito deles. Mas eles desobedeceram
e comeram da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.
As Conseqüências da Desobediência
Adão e Eva foram expulsos do Paraíso; perderam a comunhão
com Deus (Gn 3:24). O Senhor havia dito que se eles comessem do fruto
da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal eles morreriam. Mas Adão
e Eva não morreram; Adão viveu 930 anos (Gn 5:5). O que
morreu nele foi o seu espírito e como o espírito nos foi
dado para termos comunhão com Deus, Adão perdeu essa capacidade
e a transmitiu aos seus descendentes. “Adão viveu cento e
trinta anos e gerou um filho à sua semelhança conforme a
sua imagem”. (Gn 5:3). Ele foi criado à imagem e semelhança
de Deus (Gn 1:26) mas seu filho trouxe a sua imagem e não a de Deus.
A raça humana toda veio de um só homem (Adão): “Deus...
de um só fez todas as raças dos homens” (At 17:26a),
e “por meio de um homem (Adão) entrou o pecado no mundo e
por meio do pecado a morte; assim também a morte passou a todos
os homens, porquanto todos pecaram” (Rm 5:12). A morte prova que
todos pecaram, pois “o salário do pecado é a morte”
(Rm 6:23). Quando geramos um filho, ele não tem mais a imagem de
Deus, como disse Paulo: “E assim como trouxemos a imagem do terreno”
(I Co 15:49a). O terreno é Adão em contraste com o celestial
que é Cristo. O ser humano nasce “em iniqüidade”
e é “concebido em pecado por sua mãe” (Sl 51:5).
Isto é, o pecado que entrou no primeiro homem, Adão, é
transmitido a todos os seus descendentes. Como o salário do pecado
é a morte, “em Adão todos morrem”(I Co 15:22).
Morte Física, Espiritual e Eterna
A morte física é a separação do espírito
e alma do corpo; a morte espiritual é a separação
entre o espírito humano e Deus; a morte eterna é a separação
para sempre do homem de Deus. Se não fosse assim, como poderíamos
entender estas palavras de Jesus: “Segue-me e deixa os mortos sepultar
os seus próprios mortos” (Mt 8:22)? Quem sepulta um morto
são os vivos, não é mesmo? Mas Jesus esta se referindo
aos mortos físicos. A maior parte das pessoas vai nascer uma só
vez (fisicamente) e morrer em três aspectos:
1º a morte espiritual
que recebe ao ser gerado por pais pecadores,
2º a morte física
e
3º no final a morte eterna.
Uma parte menor vai nascer duas vezes:
1º nascimento físico e
2º nascimento espiritual,
e morrer duas
vezes:
1º a morte espiritual ao nascer de seus pais e
2º a morte física.
Uma parte menor ainda vai nascer:
1º fisicamente e
2º espiritualmente,
mas não vai passar pela morte física, pois será arrebatada
pelo Senhor Jesus antes de passar pela morte.
O que é o Novo Nascimento?
É obra do Espírito Santo no espírito do homem que
está morto para Deus. Nosso corpo é para termos consciência
do mundo material; a alma é a nossa personalidade, e nosso Eu;
e o espírito para termos comunhão com Deus. “Deus
é Espírito e importa que os Seus adoradores O adorem em
espírito e em verdade” (Jo 4:24). Ora, se o espírito
do homem está morto por causa do pecado, a primeira coisa a ser
feita é dar vida a esse espírito. É isso o que acontece
quando nascemos de novo, convertemos, aceitamos, aceitamos a Jesus, nos
tornamos crentes etc. João diz “Mas a todos quantos O receberam,
deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, a saber, os que crêem
no Seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da
carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo 1:12-13).
Nos tornamos filhos de Deus recebendo a Jesus, crendo no Seu nome e nascendo
de Deus. Foi isso que Jesus disse a Nicodemos. “Se alguém
não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (Jo
3:3). Nascer de novo no grego é nascer de cima, isto é,
de Deus. Não é o nascimento da carne, do sangue, da vontade
do homem. Ezequiel diz que Deus coloca “dentro de vós um
espírito novo” (Ez 36:26) e Paulo esclarece dizendo que “o
próprio Espírito de Deus dá testemunho com o nosso
espírito que somo filhos de Deus” (Rm 8:16).
Conversão: Arrependimento e Fé
O novo nascimento ou regeneração é a obra de Deus
no espírito do homem. A conversão é dupla: voltar
de e voltar para, que é o arrependimento e a fé.
O arrependimento
é rejeitar (negativo)
e a fé é afirmar (positivo);
o arrependimento olha para dentro (negativo)
a fé olha para cima
(positivo);
o arrependimento contempla nossa miséria (negativo)
e a fé contempla o nosso Salvado (positivo).
Arrependimento
Abrange uma ação
tríplice:
no entendimento (conhecimento do pecado);
nos sentimentos
(dor e tristeza pelo pecado);
na vontade (mudança de mente, novo
comportamento). No arrependimento alguém entende o que é
pecado, lamenta pela vida errada e rejeita os próprios meios de
salvação.
Fé
Também tem três aspectos:
no entendimento (convicção da redenção completa);
nos sentimentos (descanso tranqüilo no amor salvador); na vontade
(devoção ao seu salvador). Assim, a fé é a
mão que segura a mão de Deus. Não se trata de sentimentos,
de atormentar a si mesmo, nem de pagar pela culpa, mas de um relacionamento
pessoal com Cristo, uma aceitação consciente da Sua graça.
O arrependimento é a fome; a fé a boca aberta e Cristo o
alimento vivo.