A Graça de Deus

Autor desconhecido

A Graça de Deus termina onde começa o merecimento do homem. Se a Vida Eterna é dada “de graça” então “não é das obras”, senão “a graça já não é graça” (Rm 11:6). A maior tolice que um homem pode cometer é tentar edificar sua casa sobre a areia das ações. Está escrito que “ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (I Co 3:11). Infelizmente há muitos que andam no “caminho de Caim” (Jd 11) e buscam aproximar-se de Deus na base dos seus próprios méritos, desprezando completamente o sangue da expiação (Hb 9:22).

É possível alcançar a Justiça por meio da Lei? Então Cristo morreu em vão! Pode um homem ser Justificado pela Lei? Isto seria o mesmo que estar divorciado da Graça! Deus exige boas obras do homem a fim de que ele seja redimido? Então a Graça já não é mais Graça! A salvação pela Graça por meio da Fé deixa o salvar nas mãos de Cristo. A salvação pelas Obras faz do homem o seu próprio salvador levando-o a reclamar a salvação como Recompensa na base da Dívida e não na base da Graça.

A Graça descansa na expiação de Cristo aceitando-a como eternamente suficiente e por essa razão pode cantar: “Portanto, (Cristo) pode salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus” (Hb 7:25). As Obras negam a exclusiva eficácia de Cristo crucificado para salvar, a suprema eficácia do Cristo vivo para guardar e a sublime eficiência de Cristo que há de vir para glorificar. A Graça reconhece a salvação como algo seguro e firme. Sua declaração é: “Jamais perecerão e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10:28). As Obras, entretanto, tomam a salvação como algo inseguro e instável. Por isso, seu gemido é: “Corremos sempre o risco de perecer, porque somos nós quem seguramos o Pai com nossas mãos.”

A graça considera as melhores roupas de justiça do homem como “trapo de imundícia” e suas obras não regeneradas como lixo. A Graça exalta a Dádiva de Deus e considera a salvação como sendo de tão inestimável valor a ponto de só poder ser adquirida pelo infinito preço do Calvário. Por essa razão a Graça alegremente declara: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At 4:12)!

Extraído da Revista Palavra Profética, 1987