Ensina-me a Fazer a Tua Vontade

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Há aproximadamente 400 anos atrás Vaghan escreveu:

"Quem me dera eu fosse um pássaro ou estrela,
Voejando pelas matas ou elevado bem acima
Desta pousada e estrada de pecado.
Sendo então estrela ou pássaro estaria
Reluzindo ou gorjeando sereno para Ti"

Mas ele teve que viver a vida co­mum em um mundo difícil, e assim o temos nós. Tenho notado com freqüência que é exatamente quando mais te­mos vontade de dizer "Quem me dera eu fosse", que o nosso Deus, o Deus dos espíritos de toda a carne, vem de encontro a nós com algum mandamen­to claro que abruptamente nos eleva e nos faz encarar esta verdade eterna: Não estamos aqui para desejar estar em algum lugar que não estejamos, ou ser algo que não somos, mas para fazer aquilo que O agrada exatamente onde estamos e assim como somos.

Portanto, o nosso "Quem me dera eu fosse" se torna faze-me ouvir, faze-me conhecer..., ensina-me a fazer a Tua vontade (SI 143:8,10). E se o coração dentro em nós vier a temer à medida em que encaramos outra vez este caminho, instantaneamente a bendita palavra nos reaviva: "Não temas, porque eu sou contigo" (Is 41:10). "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade" (Fp.2:13)

João 12:50: - E sei que o Seu mandamento é a vida eterna.

"Seu mandamento" significa a Sua vontade tornada conhecida a Seu servo. Essa vontade, se tornando conhecida, nos ajuda a viver; Ela é vida. Todos nós conhecemos as palavras: "Na Sua vontade está a nossa paz"; e aqui está um outro dito igualmente verdadeiro: Em fazer a Sua vontade está a nossa vida. Mas uma coisa é concordar com isto, e talvez escrevê-lo em um caderno e citá-lo em uma carta; e outra coisa bem diferente é torná-lo eficaz, fielmente, em paz e alegremen­te, como o nosso Senhor Jesus Cristo o fez, dia após dia. Sendo assim, hoje, possa Ele dar a cada um de nós graça para vivermos como deveriam viver aqueles que conhecem que o "Seu mandamento é a vida eterna"

"O problema de acelerar o movi­mento de um veículo é o de ter que se empregar força para vencer o atrito. Esta é uma citação de um livro chama­do: Em Busca da Velocidade. O que é que atrapalha a nossa velocidade espiritual? Se existe alguma coisa na qual a minha vontade não está de acordo com a vontade de Deus, então há atrito, e isto me detém. Eu não posso voar em espírito, subir com asas como águias", eu não posso "andar, e não desfalecer", até que a minha vontade esteja satisfeita com a vontade de Deus. À medida em que eu pensava sobre isto, eu sabia que a única maneira de cancelar o atrito era aquela mostra­da nesse maravilhoso verso em Isaías 40:31: "Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam" . "Esperam" significa aguardam, contam com, têm esperança. Deus tem algo muito melhor para nós do que aquilo que naturalmente desejamos. À medida em que esperamos com todo o desejo de nossa mente fixando Nele, aquilo que naturalmente ansiamos se torna menos premente, a fricção cessa, e assim somos libertos para prosseguir.

Deus sabe que há poucas coisas mais difíceis do que abandonarmos nossos próprios desejos. Isto não é algo que fazemos de uma vez por todas, mas é algo que volta uma vez e outra à medida em que Satanás tenta fazer fricção entre a nossa vontade e a vontade de Deus. Nosso querido Senhor conhecia esta provação do espírito, e gloriosamente a conquistou. Ele pode tornar possível com que façamos o mesmo que Ele próprio fez no Jardim do Getsêmani: "A minha graça (a graça que então era Dele) te basta".

É sempre uma ajuda quando sentimos as coisas extremamente difíceis, nos dissuadirmos de tudo e apenas olharmos para Ele. À medida em que olhamos para Ele nós O amamos. Não conseguimos deixar de amá-Lo, e onde há amor não há fricção.

Houve uma princesa na história chamada Catarina. Ela se tornou em alguém que muito amava o nosso Senhor Jesus Cristo. O imperador romano Maximiano queria salvá-la das chamas e elevá-la a grandes honras. Ela não podia ser mudada. Ela disse de seu Senhor: "Ele é o meu amado, minha glória e todo o meu deleite".

Se algum de nós estiver passando por provações de qualquer natureza exatamente agora, vamos tomar essas reluzentes palavras e dizê-las ao nosso Senhor: Tu és meu amado, minha glória e todo o meu deleite. Se fizermos isto, creio que de alguma forma a provação perderá o seu poder.

Salmo 40:7 - No rolo do livro está escrito a meu respeito, para que Eu cumprisse a Tua vontade, o meu Deus,\\\' Eu estou contente em fazê-Ia. (versão P. B. )

Acabara de ler este Salmo quando veio o sentimento de que eu havia perdido algo -- a palavra de ouro para mim naquele dia. Logo a descobri. Todas as versões dão a idéia de deleite em fazer a Sua vontade, mas esta que­rida e pequena palavra contente é com freqüência exatamente a palavra per­feita. Qualquer que seja o trabalho do dia, "eu estou contente em fazê-lo"; onde quer que haja algo para fazer, que o coração naturalmente não escolheria, "eu estou contente em fazê-lo".

2 Cor. 12: 1 O - Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas persegui­ções, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que estou forte.

Eu havia pensado, à noite, sobre a maneira com a qual o nosso fiel Deus nos traz diretamente a alguma coisa que achávamos impossível e diz: "Agora faça isso. E imaginava o que poderia realmente significar o "sinto prazer", pois obviamente deveria significar algo que não se situava à super­fície. Não significava um prazer comum. Assim, nesta manhã, repousei meus olhos sobre esta expressão. Possa ela ser para alguns de vocês a luz que tem sido para mim. "Sinto prazer" significa "penso bem". Na tradução de Way é "estou contente" e na de Moffatt, "satisfeito".

Vamos trazer esta expressão ao teste de hoje: Aqui há algo específico como a necessidade de suportar os reveses, sob uma fraqueza interior (observe esta simples e pequena palavra colocada em meio a coisas tão tremendas, em II Co 11:24-28, tais como chicotadas, aprisionamentos e perigos). Mesmo o esmagamento e o turbilhonamento da vida, com seu fardo e intenso ardor, e os cuidados que diariamente surgem, aquelas "freqüentes vigílias" com Deus pelas almas - todas estas necessidades são às vezes muito dolorosas.

Mas com cada uma vem a escolha. Como me portarei ante a uma dada situação? Imaginando o pior sobre ela? Despendendo energia em vão para tentar evitá-la; ou "imaginando o melhor" sobre ela, como sendo uma de "todas as coisas" de Rm 8:28, e mesmo assim "contente", "satisfeito"?

Rm 12:2 - A boa, aceitável e perfeita vontade de Deus.

"Aceitável" em Tamil significa amável, amado: e nos verbos precedentes descobri algo reconfortante e fortalecedor: "Sede transformados pela renovação da vossa mente". Seria ruim para nós se Ele se cansasse de renovar aquilo que tão freqüentemente esmorece e falha; pois mesmo que nós verdadeiramente escolhamos provar essa vontade boa, aceitável e perfeita, e a declaremos ser amada, no entanto algumas vezes escorregamos exatamente aí, vindo então o desencorajamento. Aqui está a palavra para uma hora assim. Temos um Deus que renova, renova dia após dia (o mesmo verbo é utilizado em 2 Co 4:16 - "O homem interior é renovado dia após dia"). Renovado no espírito de nossas mentes - renovado no homem interior, não uma vez por ano ou em alguma reunião especial, mas dia após dia podemos vencer, podemos nos regozijar na vontade de Deus, e podemos achá-la tão amável que nem por um só momento desejaremos qualquer outra coisa.

Rm 15:3 (Way) - Mesmo sendo o Messias, nem por uma só vez consultou a Sua vontade própria.

O nosso Senhor Jesus nunca se voltou para Seus próprios desejos e se aconselhou com eles a respeito de Suas ações, nunca levou em consideração Seus próprios sentimentos ou interesses.

Este é o tipo de vida ao qual temos sido chamados. Será que isto parece ser impossível? "Você não tem que alcançá-la em sua débil força própria. É Deus quem está a todo o tempo suprindo a energia, dando-lhe o poder para resolver, a força para executar a Sua boa vontade" (FI 2: 13, Way).

Desejo eu fazer a vontade de Deus? Então Ele reforçará minha vontade e me capacitará a realizá-la. Desejo eu conhecer a vontade de Deus? Então não levarei em consideração meus pró­prios sentimentos e interesses, "pois mesmo Cristo não agradou a Si mesmo" - "nem por uma só vez consultou Sua própria vontade".

Há momentos quando desejamos que um anjo do céu viesse e nos falasse o que devemos fazer. Esse anjo não virá. Entretanto existem luzes direcio­nais no Livro que Deus nos deu, e se ao menos estivermos honestamente desejosos de seguir essas luzes, creio que viremos a conhecer o que devemos fazer.

Estou eu perplexo, não sabendo qual dos dois caminhos é aquele para mim? Cristo nosso Senhor "nem por uma só vez consultou a Sua vontade própria". A minha vontade está entrando em cogitação? Estou levando em consideração meus próprios sentimentos e interesses? Vêm estes primeiro, e em segundo lugar vêm o bem dos outros e a pacífica conduta do serviço a mim encomendado? Se é assim posso saber, sem dúvidas, que estou fora da vontade de Deus. Este caminho não me levará para onde eu tenha mais poder para ajudar a outros. Ele me levará para caminhos alternativos. Nesse caso, se for resoluto, olharei instantaneamente para Ele, meu Senhor e Salvador, a fim de receber força para seguir o outro caminho - "pois mesmo sendo o Messias, nem por uma só vez consultou a Sua própria vontade”.

Outra luz direcional é a presença da paz de Deus. A ausência desta paz é um sinal de perigo. Tanto quanto eu saiba, isso é algo com o qual podemos contar para nos ajudar a distinguir entre o caminho da vontade de Deus e o caminho da nossa vontade própria. Nunca tive conhecimento de que este teste tenha falhado. Algumas vezes há dor, dor pessoal. Cristo não se preocupa em tornar as coisas fáceis para nós. Mas a paz é a porção certa do filho de Deus que está dentro da vontade de Deus.

Quando nos preparamos para fazer algo que cremos ser a vontade do nosso Deus e somos então impedidos, como vamos saber se é o Espírito que nos impede ou se é Satanás? Freqüentemente me fazem esta pergunta.

Sempre em tempos assim parece que vejo uma deslumbrante estrada branca, um carro-de-bois quebrado, e duas ou três pessoas cansadas, acaloradas sob uma árvore à beira da estrada (pois misericordiosamente havia uma árvore por perto que desse alguma sombra). Estávamos em nosso caminho para um lugar ao leste do distrito. Foi o Espírito quem nos parou, ou foi Satanás? Simplesmente não sabíamos. Após uma longa espera, a roda do carro-de-bois foi consertada, nós inter­pretamos que fôra Satanás o estorvador, e prosseguimos. Alcançamos a cidade por volta do nascer da lua e, sob o luar, assentando próximo a alguns coqueiros brilhantes, encontrei uma mulher ansiosa por ouvir sobre o nosso Senhor Jesus. Ela tinha o coração pre­parado, e eu creio que ela creu. Satanás não pode nos impedir se Deus quer que prossigamos. Esta foi a lição que eu aprendi naquele dia.

Quando Satanás é quem está estor­vando, há sempre um caminho alternativo. Eu posso ser impedida, mas alguma outra pessoa fará o que eu anseio por fazer e não posso. Foi isto que aconteceu quando Paulo não pode ir à Tessalônica. Parecia que sua presença era grandemente necessária ali, pois os convertidos estavam sendo per­seguidos, e o seu coração era um com eles. Naquele momento, apenas o seu corpo estava em Atenas, e ele tentou "ardentemente, com intenso anseio" ir ter com eles. "Eu, Paulo, desejei fazer isto uma vez e outra - mas Satanás nos impediu". (I Ts 2:17,18, Weym). En­tão Paulo buscou um caminho alternativo. Ele não podia transpor os empecilhos que ele deve ter reconhecido como permitidos pelo seu Deus (de outra forma Satanás não teria tido po­der algum). Ele não fumegou e se preocupou; não desperdiçou tempo e energia espirituais sobre a questão de impedimentos permitidos. Ele enviou a Timóteo (I Ts 3: 1,2), que aparentemente não estava impedido, e Timóteo, seu "próprio filho na fé" (I Tm 1:2), "seu filho muito amado" (II Tm 1:2, Weym), fez tudo o que era necessário. Desta forma não houve perda alguma, mas sim ganho, pois se ele mesmo conseguisse ter ido, a linda carta que tem ajudado a tantos por todas as eras, provavelmente nunca teria sido escrita. Assim, ainda que Satanás seja o impedidor visível, nada temos a temer, pois se estivermos nas mãos do nosso Deus, o nosso tempo também estará em Suas mãos e Ele torna em ganho aquilo que parece perda.

Em Atos 16:6-12, o Espírito é o Impedidor. Paulo e seus companheiros parecem ter reconhecido isto e pacificamente se foram para a direção oeste, em vez de irem para o norte como haviam planejado. Sabemos que eles devem ter ficado em paz, porque assim como reflexos não são vistos em águas tumultuadas, sonhos que são realmente visões não vêm para almas perturbadas.

Assim que os desígnios de Deus se tomaram claros, Paulo e seus amigos descobriram que o caminho estava livre para obedecer - um navio pronto para navegar até a Europa em curso direto, com lugares livres para passageiros; tudo agora estava coerente. Freqüentemente tenho imaginado como foi exatamente que eles souberam quem os estava impedindo, mas a única resposta que encontrei para esta questão está nesta palavra do nosso Senhor Jesus: "Depois de saírem todas as (ovelhas) que Lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque Lhe reconhecem a voz... não conhe­cem a voz dos estranhos. ... as minhas ovelhas ouvem a minha voz; Eu as conheço, e elas me seguem" (Jo 10:4,5,27).

Segundo o que está escrito em Atos e em outros lugares, parece claro que se apenas nos recusarmos a sermos envolvidos no agir antes de sabermos o que devemos fazer, nos será dado luz antes que tenhamos que agir. Então todas as coisas estarão alinhadas; a ajuda prática requerida será dada (como o navio esperando em Troas), e o nosso Deus ordenará a nossa força.

Êxodo 33:13,14 - Rogo-Te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça ... A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso.

Esta é a palavra perfeita para a nova jornada de hoje. À noite seremos um marco mais próximo a ser alcançado pelo viajante, quando

" ...sobre as linhas tremulantes do deserto
Ele avista, de longe, a cidade;
De dia, como uma pérola polida ela brilha,
De noite, como uma estrela cintila ".

Que perda irredimível é despender­mos as horas de um dia por tê-las vivido sem ter enxergado o caminho para que pudéssemos conhecê-Lo; é ficarmos tão perturbados com a peque­na aspereza da estrada, e não conseguirmos serví-Lo com uma mente tranqüila; é ficarmos tão agastados pelos ventos tempestuosos que não conseguimos contemplar como através de um vidro, a glória do Senhor; isto seria perda eterna. Creio que deve ser a nossa consciência desta possibilidade que transforma estas palavras no que elas são para nós. Nós as lemos uma vez e outra e bebemos de seus poços profundos, uma coragem nova e um novo conforto: "Minha presença irá contigo" - até mesmo contigo, fraco como tu és em ti mesmo, desapontador como tu és para ti mesmo e para outros - "e eu te darei descanso".

Gênesis 5:22,24 - Enoque andou com Deus.
Gênesis 6:9 - Noé andou com Deus.

Nós lemos sobre uma palavra proferida a Noé, a qual revelou o que iria acontecer e direcionou seus passos. Não lemos sobre uma revelação semelhante que tenha sido dada a Enoque, mas ele andava o dia todo com o seu Deus. A palavra significa andava habitualmente andava de um lado para o outro, para cima e para baixo exatamente o andar comum do dia comum. Seus olhos perceberam os pequenos sinais de direção que olhos descuidados não teriam percebido; ele permanecia tanto com o seu Deus que aprendeu a conhecer os Seus desejos, e O amando, O satisfez (Hb 11:5, Way), e satisfez o Seu coração.

Quão alegre, quão belo seria se neste dia, nesta semana, e até o caminhar chegar ao seu fim, nós andássemos desta maneira. Algumas vezes, se for necessário para o cumprimento do Seu propósito, o nosso Deus falará como falou a Noé (pelo menos assim eu o creio), e então João 10:4,5 manterá a alma em quietude, e assim tam­bém o fará Êxodo 23:21 - "Seja cuidadoso em Sua presença" (Darby); mas me parece que a forma usual é o que penso ter sido o caminho de Enoque. Este é o caminho do Salmo 32:8 - "Eu te guiarei com os meus olhos", e muitas outras passagens; e o nosso responso é o Salmo 123:2 - "Nossos olhos esperam no Senhor nosso Deus". Nós encontramos ambas as formas na Bíblia, e ambas em vida, e eu acho que precisamos mais e mais pedir para sermos observadores, sensíveis aos "pequenos sinais" que, reunidos e colocados onde a luz das Escrituras podem brilhar sobre eles, nos apontam a direção corretamente. Assim nos voltamos para a velha oração: "Faze-me ouvir...; faze-me conhecer...; ensina-me a fazer a Tua vontade" e, a menos que os ouvidos ou os olhos ou o coração se tornem embotados, possamos dizer continuamente:

"Desperta-me, ó Senhor, por amor do Teu nome"
(SI 143:8,10,11).

A maioria de nós conhece a tenta­ção de orar por um intervalo onde não tenhamos aquele carregar espiritual de fardos que parecem ser parte da nossa vida. Nós ansiamos por um espaço para respirar, quando, para mudar de figura, poderíamos relaxar nosso re­mar e deslizar correnteza abaixo por um pouco de tempo. Este tempo nunca vem. "Um corpo me preparaste... para fazer a Tua vontade, ó Deus ". (Hb 10: 5,7). Fazer esta vontade deve nos levar a compartilhar a comunhão dos sofrimentos do nosso Senhor pelo fraco e pecador e não existe descanso numa vida assim.

Mas existe algo melhor do que descanso: "O amado do Senhor habitará seguro com Ele: todo o dia o Senhor o protegerá e ele descansará nos seus braços" (Dt 33:12). Novamente, é o pensamento de Pastor. Porém agora não é a ovelha perdida que é carregada, é o pastor deprimido. Com fardo e tudo, ele é levantado e é carregado. Então, ainda que exista o que Paulo chamou de "grande tristeza e incessante dor no coração" (Rm 9:2), ainda assim há paz - paz inquebrantável por eventos externos, não surpreendida quando novos fardos são adicionados; paz cheia de descanso, paciente, tranqüila; paz que aceita tudo o que é permitido vir como se estivesse dentro da vontade de Deus.

"Um corpo me preparaste ... Eis que venho.. .para fazer a Tua vontade, ó Deus".

"Ora, o Deus de paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo o bem, para cumprirdes a Sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém" (Hb 13:20,21).

Autor: Amy Carmichael
Extraído da Revista, À Maturidade – Número 24 – Primavera de 1993


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