Um Grande Mistério

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O apóstolo Paulo, extasiado diante das revelações do Senhor, certa vez exclamou: 'Oh! Profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência...' A partir dessa exclamação, celebra a sabedoria divina por revelar tais maravilhas.

As frases ditas por Jesus descem às maiores profundezas, revelando-nos seus riquíssimos mistérios. É impossível esgotar o significado de muitas de suas frases. Vejam uma delas: 'Tu quando orares entra no teu aposento, fecha a tua porta...' Logo de começo percebemos que para Jesus, fica subentendido que a oração é algo fundamental. Oração é um pressuposto, já aceito, tanto por Jesus, como pelos apóstolos, e também por seus ouvintes. Tão natural e participante do dia a dia, como o comer, o beber, o dormir, o vestir-se, atos que fazem parte do nosso viver, e fundamentais para a nossa sobrevivência. Temos visto a oração como algo tão natural e participante das nossas vidas, e tão fundamental para a nossa sobrevivência, como a satisfação de nossas necessidades básicas?

No Sermão do Monte, Cristo coloca as necessidades humanas em graus de prioridade. Em Mateus 6:25 encontramos sua classificação. Eis a ordem: vida, corpo, alimento, vestuário. Vejam! Ninguém discute essa ordem, mas, quando chegamos à oração, sua prioridade é posta de lado.

Glorioso mistério! A prioridade em nossa vida espiritual está acima da física. E a oração é a vida da vida espiritual. Sem oração vida espiritual cheira mais morte que vida. Ela é fundamental para a subsistência espiritual.

O grande mistério da vida espiritual é revelado no modo de praticá-la, a começar pelo tempo. Tu quando orares. Sempre é tempo de orar. Que ensino! A palavra quando, mostra que todo tempo é tempo de orar. E a palavra oculto? Esta, já nos mostra que todo o lugar é lugar de oração. Posso estar em oculto e orando publicamente, posso estar em público e orando secretamente. Mediante isso, poderemos perguntar: Você ora quando ora?

Exploremos um pouco mais a palavra oculto. Vemos pessoas fazendo muita propaganda de sua vida de oração. Lembramos daquele escritor dizendo: 'Atravessávamos uma sala quando ele caiu de joelhos'. Ou então daqueles cultos em que, enquanto a igreja canta, o dirigente da música fica ajoelhado, e enquanto ele não se levanta, todos têm que ficar repetindo a mesma música. Vejam a tentação entrando em nossa vida espiritual com roupagem de santidade. A maior dificuldade quando oramos é fechar a porta para nós mesmos. É sublime saber que para orar temos um aposento inviolável, fechado, particular, só nosso. Nesse aposento só podem entrar duas pessoas, passou disso a oração deixa de ser oração, passa a ser exibicionismo para os homens.

Um detalhe importante. A oração feita para ser ouvida pelos homens tem o seu galardão aqui na terra. Ele é recebido dos lábios dos demais homens, e fica sem resposta de Deus. Vejam o galardão da oração correta:- 'Teu Pai que te vê em oculto, Ele te recompensará'. Se orarmos para que os homens vejam, invocamos os homens, mas se oramos para Deus, invocamos a Deus. Na oração, o outro é só um, Deus. Se o outro é outro homem, a oração passa a não existir. Dura realidade. Você pode levar o outro como motivo da petição a favor dele, mas não como o destinatário de sua oração.

Cristo nos oferece essa gloriosa experiência! Cercados por multidões, mas ao mesmo tempo, no 'Santuário do Pai'! Não, não é alienação! É um mistério divino proposto por Cristo. Experimente desvendar esse mistério, querido irmão! Ele vê o secreto, e é no ambiente secreto de Deus e nosso, que estão às maiores riquezas de Deus! Amém!

Autor: Pr. Manoel de Jesus Thé
Extraído do site ibesp.org.br

PSD 03062010

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