Revelado o Plano de Deus

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A Bíblia é repleta de maravilhas; uma das quais é o modo pelo qual Deus ama cada um de nós como indivíduo e faz planos para nós de uma forma que nenhum pai terreno jamais faria para seus filhos. Que versículo entusiasmante é Efésios 2:10! “Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Essa foi a descoberta prática que a plenitude do Espírito possibilitou à Sra. Penn-Lewis entender e procurar viver por ela.

Na primavera de 1895 ela recebeu um convite da Srta. Saltau, líder do Lar de Treinamento Missionário da Missão Interior da China, hoje Associação Missionária Estrangeira, para entregar a mensagem nos encontros devocionais das “Good Friday” (Sexta-feira Santa) em Mildmay. Ela passou um breve resumo Bíblico do ensinamento subjetivo da morte juntamente com Cristo, o qual o Espírito Santo estava revelando a ela como base de vida e ministério. Um esboço da mensagem foi escrito à mão e distribuído em forma de uma circular tanto para missionários na China como para pessoas que trabalhavam em casa. Um amigo, que o leu, pediu permissão para publicá-lo em forma de apostila, e a Sra. Penn-Lewis completou o esboço. Então foi publicada com o título ‘O Caminho para a Vida em Deus\'. A primeira edição foi vendida em um curto espaço de tempo, e em cinco anos foram impressos 32.000 exemplares.

A pequena apostila foi usada por vários obreiros Cristãos em todo o mundo. Um típico vislumbre da sua utilidade é dada em uma carta do Sr. J. H. Smeeton, contador de um dos grandes Bancos de Londres; que mais tarde foi para Algiers a fim de trabalhar entre mendigos cegos, aos 62 anos de idade. “Embora, como te contei, eu tivesse uma visão da morte para o ‘ego\' e vida no Ressurreto; e fosse capaz de, pela fé, compreender que tive parte em ambas, ainda... tenho sido completamente incapaz de falar às almas, mesmo quando elas me procuram em busca de uma palavra, e minha vida parece ser nada além de humilhante e falida. Seu ‘Caminho\' tem me dado a chave para isso, e minha oração é, e tem sido, “Fundo, Senhor, mais fundo ainda”. Mas percebendo que, por causa de impotência proveniente da sepultura, precisa ser Deus quem ressuscita dos mortos, tenho buscado uma experiência de ressurreição que não vem através da espera, mas sim através da fé...”.

Às vezes o propósito de Deus para nós parece lento em seu desenrolar, e outras parece caminhar numa velocidade que quase tira o fôlego, contudo tranqüila e sem pressão! Em Março de 1896 a Sra. Penn-Lewis foi nomeada Tesoureira na Corporação de Leicester. Uma mudança então se tornou inevitável. A era de Richmond chegou ao fim. Então, dentro de um mês após a mudança para Leicester o primeiro chamado para viajar para o exterior devido ao ministério chegou à Sra. Penn-Lewis. Isso significava que uma decisão maior estava diante deles. Olhemos para os fatos. Em primeiro lugar, longos e exaustivos meses de separação estariam por vir. E tinha também a saúde da Sra. Penn-Lewis. Poderia seu marido permitir que ela enfrentasse a tensão de um programa como aquele? Lembremos também que aqueles eram dias anteriores ao sonho de uma viagem aérea. Trajetórias longas por mar e trem consumiam muito tempo e nem sempre eram confortáveis. Alguns parágrafos de uma carta escrita naquele tempo revelam algo da completa entrega de ambos, esposa e marido, ao Senhor a quem amavam e buscavam servir. A Sra. Penn-Lewis escreveu:

“Minha vida não é minha. Não posso fazer nada mais a não ser obedecer a visão celestial; pois Deus escolheu as coisas tolas para confundir as sábias. Aqui estou eu, resgatada da morte para ser um instrumento Seu! Aqui estou eu para ser consumida, a cada suspiro, pelo Senhor que me dá o fôlego. Nosso lar não é propriamente nosso, é de Deus. Nada temos, nos gloriamos em sermos escravos de Jesus Cristo, meu querido marido e eu. Como adoramos a Deus pela Sua graça para com o principal dos pecadores! Que glória é sofrer todas as coisas pelo temor de atrapalhar o Evangelho de Cristo!

Que vidas egoístas estão vivendo os filhos de Deus; fazendo uso dos méritos do Calvário somente para sua própria salvação, vivendo para si mesmos. O sacrifício é tido como algo banal pelos seguidores do Cristo crucificado! No dia da eternidade, quão poucos levarão as marcas do Cordeiro! Quão curto o tempo para sofrer e se sacrificar a serviço das almas, quão insignificante as coisas parecerão no Julgamento de Cristo! Quão mesquinhos devemos nos sentir, quando vermos na luz dos olhos de fogo o quão pouco temos dado nossas vidas a serviço de um mundo que está sob o controle do maligno.

Como adoramos a Deus, meu marido e eu, pela oportunidade, por um curto espaço de tempo, de considerarmos tudo como perda por Cristo. Sentimos o quão pequeno e curto é o tempo! Almejamos que nosso Deus faça o melhor conosco em nossas curtas vidas, e então estaremos juntos para nos regozijarmos com a maravilhosa colheita por toda a eternidade. Você pensa que então nos arrependeremos de qualquer sacrifício? Quando olharmos na face de nosso amado Mestre, nos arrependeremos de termos dado nosso lar e nossas vidas por Ele? Ó que alegria! Então, o que ela será?”.

O primeiro país a ser visitado foi a Suíça, e um episódio ocorrido na viagem nos dá um vislumbre de seu único desejo de suportar o testemunho em toda e qualquer circunstância; e sua confiança tranqüila de que Deus, que a enviou, a guardaria por todo o caminho.

“Após ter escrito no trem, ontem, escutei uma cantoria de hinos suíços no vagão da terceira classe. Saí pelo corredor e abri a porta. Vi um grande número de homens com seus hinários abertos, cantando! Alguns dos passageiros do nosso vagão me seguiram, e um jovem homem me disse algo. Toquei meus lábios e acenei a cabeça. Então ele trouxe uma Bíblia. Busquei a minha e mostrei a ele. Finalmente me ocorreu que deveríamos falar daquele modo! Tomei sua Bíblia, achei Gálatas 2:20 e ele o leu, me olhando radiantemente. Então fui a Romanos 6:11, “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado...” Ele respondeu, ‘Ja! Ja!\' Abri em Atos 19, “Recebestes vós o Espírito Santo quando crestes?” E então em Atos 1:8, “Recebereis poder...” e Atos 2:39, “A promessa diz respeito a vós!” Ele seguiu inteligentemente, então olhou para cima e disse ‘Ja!\' Alguém arranhou um pouco de Inglês e tomou minha Bíblia, dizendo ‘Você, uma crente?\' Foi tão bom esse companheirismo por intermédio da Palavra da Vida.

Cheguei a Estocolmo às 9:50 da noite, depois de catorze horas no trem, porém não mais cansada do que após uma jornada mais curta em casa. O Senhor cuidou de tudo durante todo o caminho. Verdadeiramente Ele é ‘El Shaddai\', o ‘Deus suficiente\'.

“Quando vos mandei... faltou-vos alguma coisa? Responderam eles: NADA” (Lucas 22:35).

(Do livro ‘In the Mold of the Cross\' (No molde da Cruz) publicado pela C.L.C.
Extraído da Revista O Vencedor


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